terça-feira, 28 de maio de 2013

NERVOCHAOS: EDU LANE FALA SOBRE PASSADO, PRESENTE E FUTURO DA BANDA.


Após o retorno do Nervochaos ao Brasil fizemos contato com Edu Lane que prontamente nos atendeu e falou sobre diversos assuntos como a mini tour pela Europa e America do Sul, lançamento do DVD duplo e CD, além do Viníl de "to the Death e o início das gravações do novo álbum.
Entre um assunto e outro também abordamos questões relacionadas a cena underground brasileira, mudanças na estrutura da banda ao longo dos anos e muito mais.
Confira nesta entrevista que também teve a participação de Rafael Arízio na elaboração de algumas perguntas.
Boa leitura.
OVER METAL>> FILIPE LIMA (F.L.) / RAFAEL ARÍZIO (R.A.)
PRIMEIRAMENTE OBRIGADO POR NOS ATENDER E CONCEDER ESTA ENTREVISTA AO OVER METAL.
Edu:
Obrigado a você pelo espaço cedido a banda e pelo apoio!
R.A. - COMO FOI A ÚLTIMA TURNÊ REALIZADA EM ABRIL/MAIO PELA EUROPA E AMÉRICA DO SUL?
Edu:
Na verdade, em Abril/Maio fizemos uma turnê pela Europa de três semanas. Foram 20 shows em 21 dias aonde fizemos grande parte deles ao lado do Headhunter DC e depois mais alguns junto com o Incantation (USA), Merciless (FRA) e Christ Agony (PL). Esta turnê foi fantástica pois aos poucos estamos conseguindo solidificar o nosso nome no mercado Europeu e aumentar a nossa base de faz. Alem disso, poder sair em turnê ao lado de grandes bandas e de amigos é sempre muito gratificante. Antes disso, fizemos uma mini-tour pela Argentina, onde tocamos três shows e também foram muito foda. Os shows na Bolívia acabaram sendo postergados pela produção local.

F.L. - A BANDA SEMPRE DESTACA QUE O MAIS IMPORTANTE É ESTAR NA ESTRADA POIS É ISSO QUE FAZ UMA BANDA! AO QUE VOCES ATRIBUEM O RECONHECIMENTO OBTIDO PELO NERVOCHAOS E A CAPACIDADE DE FECHAR SUCESSIVAS AGENDAS DENTRO E FORA DO PAÍS?
Edu:
De fato nós pensamos assim mesmo e acredito que o reconhecimento seja fruto de árduos anos de trabalho. Desde o inicio, em 96, nós sempre focamos em fazer shows/turnês e acho que com o tempo as coisas vão acontecendo, ou seja, um show chama outro show e talvez por isso tenhamos uma agenda tão cheia. Somos uma banda estradeira e as pessoas já sabem disso, alem disso, nós também procuramos sempre viabilizar e facilitar ao Máximo para os produtores. Acho que tudo isso somado se chega onde estamos atualmente.
F.L. - BANDAS BRASILEIRAS QUANDO SAEM PARA TURNÊS FORA DO PAÍS NORMALMENTE PASSAM PELA PELOS PRINCIPAIS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL E EUROPA - MAS NEM TODAS CONSEGUEM FECHAR TOUR PELO EUA - POR QUE DESSA DIFICULDADE?
Edu:
No nosso caso a maior dificuldade que temos com os EUA é a emissão do visto para todos os integrantes da banda. Ainda não fizemos uma tour por la justamente por isso.
F.L. - PARA QUE AS BANDAS BRASILEIRAS ALCANCEM MAIOR RECONHECIMENTO FORA O QUE AINDA É NECESSÁRIO MUDAR INTERNA E EXTERNAMENTE?
Edu:
Não posso falar pelas demais bandas, somente pelo NervoChaos. Eu acredito que estamos no caminho certo, mas é uma longa e tortuosa estrada que aos poucos vamos conseguindo trilhar. Nós não buscamos ser parte do ‘mainstream’ pois sabemos que somos eternamente underground. O sucesso para nós é poder continuar na ativa, fazendo shows/tours e lançando material. Somos uma banda idealista e trabalhamos forte e com muita dedicação pois acreditamos que o reconhecimento só vem desta forma.
F.L. - "TO THE DEATH" FOI O PRIMEIRO TRABALHO MIXADO E MASTERIZADO NO EXTERIOR (NO ALPHA OMEGA STUDIOS, EM MILÃO, NA ITÁLIA POR ALEX AZZALI). COMO ISSO SE DESENROLOU E A DIFERENÇA QUE A BANDA SENTIU EM RELAÇÃO AOS TRABALHOS ANTERIORES? 
2012
Edu: Conhecemos o Alex na tour Européia que fizemos junto com o Ragnarok em 2011. Estabelecemos um forte laço de amizade e ficamos muito bem impressionados com a forma e a qualidade do trabalho dele. Quando terminamos as gravações resolvemos enviar o material para ele mixar e masterizar. 
Acho que ficou excelente e estamos extremamente satisfeitos com o resultado final. A única coisa que mudaríamos é que da próxima vez queremos acompanhar de perto esse processo todo, como sempre fizemos nos lançamentos anteriores. Acredito que seja clara a evolução da banda se compararmos todos os nossos lançamentos.

F.L. - PARA UM PRÓXIMO TRABALHO O QUE PODE SER MELHORADO PARA DAR MAIS QUALIDADE AO RESULTADO FINAL?
Edu:
Queremos ter mais tempo para compor o material e por isso já estamos trabalhando no material para o próximo CD. Alem disso, queremos trazer o Alex para participar de todo o processo e não somente mixagem e masterização. Acho que com isso iremos conseguir mais qualidade e ainda melhores composições. A nossa intenção é superar o lançamento anterior, ou seja, o ‘To The Death’.
R.A. - NO QUARREL IN HELL (2006) HOUVE PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS DE MEMBROS DO AVERSE SAFIRA, KRISIUN, NAPALM DEATH, INCANTATION, DARK FUNERAL E NO “TO THE DEATH” (2012) MAIS PARTICIPAÇÕES! RELEMBRE COMO SURGIU ESSA IDÉIA E DE QUE FORMA OS CONVITES FORAM FEITOS – COMO TUDO SE DESENROLOU EM AMBOS OS CASOS?
Edu: Sempre procuramos fazer algo a mais para agradar os nossos fãs e também para tornar mais interessante à aquisição do CD físico ao invés dos downloads. 
2006
Tanto no ‘Quarrel in Hell’, como no ‘To The Death’, o processo foi similar. Ou seja, uma vez decidido que iríamos ter convidados, fizemos os convites para diversas pessoas. 
Infelizmente nem todos que desejamos conseguimos devido a conflitos de agenda. Uma vez decididas as participações, nós escolhemos as músicas que acreditamos se identificarem mais com cada convidado. Dai enviamos a musica para o convidado em questão, onde ele grava e nos envia de volta. Em alguns caso, o convidado esteve no estúdio conosco e o mesmo processo foi feito. No ‘To The Death’, acabamos tendo a participação da Cherry (Hellsakura), do Jao (Ratos de Porão), Zhema (Vulcano), Ralph Santolla (Deicide/ex-Obituary/ex-Death) e Antônio (Korzus). Em ambos os CDs ficamos bastante satisfeitos com o resultado final e é uma honra para nós poder contar com ilustres convidados.
F.L. - O CONTRATO COM A COGUMELO RECORDS AINDA SE MANTÉM - ESSE CONTRATO SE ESTENDE PARA O LANÇAMENTO DO PRÓXIMO ÁLBUM?
Edu:
Originalmente fechamos o contrato somente para o ‘To The Death’. As coisas tem caminhado muito bem e acredito que a Cogumelo está contente com a gente, pois recentemente fechamos um contrato para o nosso próximo CD, que será lançado no ano que vem.
F.L. - EM RELAÇÃO AO PRÓXIMO TRABALHO DE ESTÚDIO, PREVISTO PARA 2014, JÁ TEM ALGO INICIADO OU DATAS PRA COMEÇAR A TRABALHAR EM PROL DELE?
Edu:
Sim, a nossa idéia é gravar esse CD no fim deste ano. Já estamos trabalhando nas novas musicas e ate o momento temos três faixas novas. Queremos repetir a formula de sair de São Paulo para gravar (como fizemos com o ‘To The Death’) mas desta vez acredito que iremos para Belo Horizonte.
F.L. - O QUE MUDOU COM O TEMPO E EXPERIÊNCIA NA FORMA DO NERVOCHAOS COMPOR SUAS MÚSICAS E UM NOVO TRABALHO?
Edu:
Não acredito que houveram grandes mudanças, o que aconteceu é que nós amadurecemos bastante e as mudanças de formação também influenciaram para inclusão de novos elementos a nossa musica, mas sem deixar de ser fiel as nossas raízes e a nossa proposta inicial. Com o tempo você começa a perceber o que funciona melhor ao vivo, mas o nosso processo de composição e a forma de fazermos isso continua igual.
F.L. - O NERVOCHAOS SURGIU NA METADE DA DÉCADA DE 90 FASE EM QUE O HEAVY METAL E SUAS DIVERSAS VERTENTES INICIAVA UM CAMINHO E FASE MAIS EXPERIMENTAL, VÁRIOS ELEMENTOS ALTERNATIVOS SENDO INSERIDOS A MÚSICA EXTREMA, TRAZENDO DESCONTENTAMENTO PARA BOA PARTE DOS VELHOS BANGERS E FAZENDO NASCER UM NOVO PÚBLICO E NOVA GERAÇÃO DE FÃS. COMO A BANDA, QUE FAZ UM DEATH VISCERAL E TÉCNICO ENCAROU ISSO AO LONGO DO TEMPO - JÁ HOUVE MOMENTOS EM QUE VOCÊS TENHAM CONVERSADO E DEBATIDO SOBRE QUAL O CAMINHO A BANDA SEGUIRIA, SE ADOTARIAM NOVOS ELEMENTOS OU FARIA MUDANÇAS NA PROPOSTA MUSICAL AO GRAVAR UM NOVO TRABALHO?
Edu:
Nós nunca nos prendemos a rótulos pré-estipulados e sempre navegamos livremente entre as diversas vertentes da musica extrema. Jamais iremos trair as nossas raízes e/ou a nossa proposta inicial. Além disso, nunca nos preocupamos em agradar essa ou aquela tribo, sempre fizemos somente aquilo que gostamos, então os modismos que vão e vem nunca foram um problema para a banda. Já houveram diálogos e debates internos sobre o assunto, mas aqueles que não concordaram ou mudaram a linha de pensamento acabaram saindo da banda. Temos uma identidade e isso será sempre preservado, a qualquer custo.
R.A. - ALÉM DE QUESTÕES PARTICULARES, O QUE GEROU AS VÁRIAS MUDANÇAS NA FORMAÇÃO DA BANDA?
Edu:
Infelizmente as mudanças de formação muitas vezes são necessárias. Não é algo que desejo mas se começa a afetar o andamento e os negócios da banda faz-se necessário. Normalmente começa a haver uma falta de comprometimento com a banda decorrente de diversos fatores, mas os mais comuns são drogas, ego, grana ou namorada/esposa/família.
F.L. - COM A EXPERIÊNCIA QUE VOCÊS TÊM QUAL A AVALIAÇÃO QUE FAZEM DO ATUAL MOMENTO DA CENA BRASILEIRA?
Edu:
Acho que a cena evoluiu bastante e hoje já temos diversos produtores pelo Brasil todo, diversas bandas excelente, selos e distribuidoras especializadas. O público também se faz presente cada vez mais. Claro que ainda há muitas coisas para melhorarem mas acredito estarmos no caminho certo.


F.L. - VOCÊ TRABALHOU LONGOS ANOS COMO PRODUTOR DE SHOWS.  NO BRASIL MUITAS BANDAS SOFREM E RECLAMAM DA DESORGANIZAÇÃO E AMADORISMO DE MUITOS PRODUTORES E ORGANIZADORES DE SHOWS. COM SUA EXPERIÊNCIA DE CONHECER OS DOIS LADOS DA MOEDA QUAL SUA AVALIAÇÃO SOBRE ESSE PROBLEMA NA CENA UNDERGROUND BRASILEIRA? É SÓ NO BRASIL QUE A ESTRUTURA E PRODUÇÃO DO SHOWS UNDERGROUND (NÃO DE UM MODO GERAL, MAS EM MUITOS CASOS) AINDA HOJE TÊM AMADORISMO E DESORGANIZAÇÃO OU LÁ FORA HÁ FALHAS IGUAIS A ESSA EM ALGUNS LUGARES?
Edu:
Tem cuzão em tudo que é lugar e no Brasil não poderia ser diferente. Infelizmente eu acho que sofremos um pouco mais pela cultura que ainda está muito enraizada aqui no país. A grande maioria não sabe realmente o que é ser underground e acredita que ser underground é aceitar qualquer coisa e se sujeitar a qualquer coisa....isso com certeza é um grande erro e uma enorme falta de respeito. O Metal underground é por paixão e não por modismo. As coisas vem melhorando cada vez mais, pois algo cultural leva mais tempo para ser assimilado. A mudança que desejamos deve partir de nós mesmos.
R.A. - RECENTEMENTE AQUI NA REGIÃO SUL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AS BANDAS MAIS ATUANTES DA CENA SE UNIRAM PARA ORGANIZAR SEUS PRÓPRIOS SHOWS NUMA TURNÊ CHAMADA "4 METAL BASTARDS UNION", DEVIDO À PRECARIDADE E FALTA DE BOA ESTRUTURA, ALÉM DE DESGASTES COM PROMOTORES DA REGIÃO. O QUE VOCÊS ACHAM DESSA INICIATIVA?
Edu:
Acho sensacional e torço para que mais bandas pensem e ajam dessa forma.



F.L. - COMO ESTÁ O DESENVOLVIMENTO DO DVD DA BANDA E O LANÇAMENTO DO VINIL PARA 2013 DO "TO THE DEATH", ALÉM DO RELANÇAMENTO CD "PAY BACK TIME" (1998)?
Edu:
O vinil do ‘To The Death’ deve estar saindo, segundo a Cogumelo o mesmo estará disponível agora em Junho/Julho. Estamos trabalhando forte com o projeto do DVD. Na verdade é algo bem especial que estamos fazendo. São 2 DVDs e 1 CD juntos. O primeiro DVD conta a concepção, gravação, lançamento e primeira parte da turnê do ‘To The Death’. O segundo DVD conta toda historia da banda. E o CD conterá todas as nossas demo-tapes e ainda algumas faixas ao vivo. Depois disso vamos focar no relançamento do nosso debut CD ‘Pay Back Time’.
F.L. - A ESTRADA JÁ ENSINOU VÁRIAS LIÇÕES PARA O NERVOCHAOS NESSES QUASE 18 ANOS - QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS?
Edu:
Com certeza, diversas lições foram aprendidas. Acho que as principais são: humildade, união, dedicação e que banda de verdade só se faz ao vivo.
F.L. - UMA AUTO AVALIAÇÃO - QUAIS SÃO OS PONTOS QUE EVOLUÍRAM E MELHORARAM NO NERVOCHAOS DURANTE ESSE TEMPO?
Edu:
Acho que estamos cada vez mais próximos da nossa sonoridade própria, somos uma banda mais madura e muito mais entrosada atualmente. Conseguimos evoluir sem perder a nossa identidade e sem apelar.
F.L. - EM BREVES PALAVRAS DÊ SUA OPINIÃO SOBRE:
-COPA DO MUNDO NO BRASIL: Uma oportunidade para políticos e empresários arrecadarem ainda mais dinheiro em cima de uma grande maioria conformada e dominada.
-REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL: Essencial e urgente.
-LEGALIZAÇÃO DA MACONHA: Essencial e urgente.
F.L. - CITE DE 5 A 10 ÁLBUNS QUE SÃO CLÁSSICOS E SEMPRE FORAM GRANDES REFERÊNCIAS PARA A NERVOCHAOS
Edu:
- Black Force Domain (Krisiun)
- INRI (Sarcofago)
- Reign in Blood (Slayer)
- Powerslave (Iron Maiden)
- World Downfall (Terrorizer)
- Covenant (Morbid Angel)
- Don’t Break The Oath (Mercyful Fate)
- Let’s Start a War (The Exploited)
- Brasil (Ratos de Porao)
- Crossover (D.R.I.)
F.L. - O QUE A BANDA TRAÇOU PARA O RESTANTE DE 2013?
Edu:
Vamos continuar com a nossa tour ate o fim deste ano. Alem disso pretendemos lançar o DVD ate Outubro. Também vamos entrar em estúdio no fim do ano para gravar o nosso novo CD.
F.L. - PRÓXIMAS AGENDAS/TURNÊS?
Edu:
Estamos agendando shows e algumas datas também podem sofrer alteração, mas o que temos programado no momento são:


01.06 - Varginha/MG (Brasil) @ Roça'n'Roll Festival
02.06 - São Paulo/SP (Brasil) @ Hangar 110
08.06 - Jandira/SP (Brasil) @ Caveira Velha Rock Bar
09.06 - Porto Alegre/RS (Brasil) @ Bar Opinião
15.06 - São Paulo/SP (Brasil) @ Cine Joia
16.06 - Cotia/SP (Brasil) @ Praça Central
29.06 - Resende/RJ (Brasil) @ TBA
30.06 - São Paulo/SP (Brasil) @ Manifesto
05.07 - Quito (Ecuador) @ TBA
06.07 - Ambato (Ecuador) @ TBA
07.07 - Machala (Ecuador) @ TBA
13.07 - Piraju/SP (Brasil) @ Centro de Lazer do Trabalhador
20.07 - Jandira/SP (Brasil) @ Caveira Velha Rock Bar
27.07 - São Paulo/SP (Brasil) @ Arena

03.08 - Belém/PA (Brasil) @ TBA
09.08 - Indaial/SC (Brasil) @ River Rock Festival
10.08 - Guarulhos/SP (Brasil) @ Clube Recreativo de Guarulhos
17.08 - São José do Rio Preto/SP @ Avalanche Metalfest
24.08 - São Caetano do Sul/SP (Brasil) @ Espaço Cidadão do Mundo
31.08 - Belem/PA (Brasil) @ TBA

07.09 - Atibaia/SP (Brasil) @ Abrigo Atômico

02.10 - Medellin (Colombia) @ TBA
03.10 - Manizales (Colombia) @ TBA
04.10 - Ibague (Colombia) @ TBA
05.10 - Cali (Colombia) @ TBA
06.10 - Bogota (Colombia) @ TBA
11.10 - Lima (Peru) @ TBA
12.10 - Arequipa (Peru) @ TBA
17.10 - La Paz (Bolivia) @ TBA
18.10 - Cochabamba (Bolivia) @ TBA
19.10 - Santa Cruz (Bolivia) @ TBA
23.10 - Rio de Janeiro/RJ (Brasil) @ TBA
24.10 - Marilia/SP (Brasil) @ TBA
25.10 - Salvador/BA (Brasil) @ TBA
26.10 - Recife/PE (Brasil) @ TBA
27.10 - Belo Horizonte/MG (Brasil) @ TBA
*TBA = To Be Announced (A SER DEFINIDO)

F.L. - CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECADO PARA OS LEITORES DO BLOG
Edu: Mais uma vez, muito obrigado pela entrevista, pelo espaço cedido e pelo apoio. Querendo saber mais sobre a banda, visitem www.nervochaos.com.br
Vejo vocês na estrada! To The Death!

NERVOCHAOS NO FACEBOOK


Valeu Edu!
Mais uma vez obrigado pela disponibilidade em nos atender.
Um ótimo ano para o Nervochaos e até a próxima.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ATTRACTHA: RESENHA DO EP ENGRAVED - 2013

A banda Attractha apresenta esse registro gravado entre outubro e dezembro de 2012 e lançado no início de 2013.
A primeira parte que me agradou foi a arte/encarte que estão dispostas numa versão paper sleeve , mas com qualidade visual muito boa e apresentando dados técnicos e boas fotos, tudo num mini encarte, compacto e simples, mas perfeitamente adequado com a proposta musical da banda, vale lembrar que simples não é sinônimo de razoável, mediano ou de acabamento tosco, mas aqui refere-se a sem excessos ou exageros.  Vocês verão a seguir que tudo está conforme a proposta musical da banda que expressa grande qualidade e bom gosto, sem excessos e tudo bem dosado.

EP ENGRAVED - 2013
1 - Darkness
2 - The Choice
3 - Blessed Life
4 - Beginning

Produção: Ricardo Oliveira e Attractha
Gravação: Henrique "Baboom" Canale e Alessandro Cabral Audioplace e WSTF Studios
Mixagem: Henrique "Baboom" Canale e Ricardo Oliveira
Masterização: Alessandro Cabral Toque Final e-Mastering
Arte/Encarte: Humberto Zambrin




Formação:
Marcos de Canha - Vocals
Ricardo Oliveira - Guitars
Guilherme Momesso - Bass
Humberto Zambrim - Drums

Ao ouvir este trabalho percebi que se tratava de uma banda com bons músicos que investiram em qualidade individual e coletiva para resultar num CD bem gravado, instrumentos perfeitamente encaixados e sonoridade agradável, onde os instrumentos estão bem dosados, além dos vocais sensatos de Marcos de Canha.
"Darkness" e "The Choice" são faixas com alguma dose de peso e com proposta de um Prog Metal e Hard&Heavy, mas nada extenso ou exagerado, Riffs e levadas bem trabalhadas,um vocal que se encaixou bem a proposta instrumental, sem gritos histéricos e excessos, cadências e alternâncias que permitem a banda mostrar sua versatilidade.
"Blessed Life" tem um instrumental gostoso de se ouvir e acompanhar, é a música mais lenta do CD. O timbre do baixo e guitarra muito me agradaram, e pelo fato da banda não usar teclados não soa meloso, pelo contrário bem dosado, com solos objetivos, construídos e encaixados sob medida por Ricardo Oliveira, sustentado por frases constantes de baixo e da bateria.
O EP fecha com "Begninning", uma música também cadenciada com bases de Hard/Heavy, baixo encorpado, riffs com peso e um belo solo de guitarra, tudo dentro da proposta do estilo trabalhado pela banda.
Uma pena não ter no encarte as letras para acompanharmos e saber o conteúdo das mesmas.  
Eu particularmente gostaria de ver uma música executada pelo quarteto que tivesse um pouco mais de velocidade devido a qualidade e criatividade da banda, senti falta disso, mas não fiquem chateados comigo, pois sou amante da velocidade hahaha. Isso não é negativo, pois talvez não seja uma área que a banda queira trabalhar dentro de sua proposta musical.  

Acredito que esse EP abrirá portas para esse quarteto, pois apresenta muito bem o trabalho da banda e a qualidade de seus músicos, um trabalho coeso e objetivo.

Parabéns Attractha!

sábado, 25 de maio de 2013

WARFIRE: RESENHA DO EP TEUTONIC PRIDE - 2012

A banda Warfire produziu esse EP, curto, mas recheado de técnica e habilidade, registrado por seus componentes surpreendendo a muitos e rendendo boas críticas a banda.
É Heavy Metal com algumas doses de Thrash Metal baseado na velha escola, apenas baseado.  Um som que não cansa, não é enjoativo, vale apena ouvir e repetir a dose.

"Teutonic Pride" é marcante pelo vocal de Loiz Krieg que atinge timbres que vão do agudo ao mais ríspido e um pouco grave, o trabalho de Cerbo na batera é intenso e dão aquela característica do Heavy Metal tradicional, independente da velocidade, o baixo e as guitarras completam a música que dá vontade de deixar no repeat, bem construido, agradável, técnica e com riffs pesados.
Logo em seguida vem "Bang Your Hand" que tem um refrão para os bangers gritarem juntos! "Bang, Bang, Your Head - Bang, Bang, Your Head!" Riffs marcantes e solos bem executados de guitarra por Gamba e Andrews, o baixo de Paul é marcante no início da faixa, além da batera comandando a cozinha com competência.  É porrada na orelha!
"B.T.K." repete a dose das demais faixas, mas chamo atenção para os Riffs marcantes das guitarras, o solo simples, mas muito bem encaixado, onde a banda soa mais Hard e os vocais e backs dando a música uma construção perfeita.


EP TEUTONIC PRIDE - 2012
1 - Teutonic Pride
2 - Bang Your Head
3 - B.T.K


Produção e Mixagem por Marcello Pompeu e Heros Trench (Korzus)
Gravado: Entre Maio e Junho de 2011 no Estúdio Mr. Som.



Formação:
Cerbo (Bateria)
Paul Cappotish (Baixo)
Gamba (Guitarra)
Andrews Neander (Guitarra)
Loiz Krieg (Vocais)


Em resumo a banda demonstrou seu potencial ao passear do Hard & Heavy até ao Thrash Metal, sempre baseados e não copiados do Heavy Metal oitentista, tanto com os instrumentos quanto com o vocal.

Este EP que vem numa versão paper sleeve simples e na minha opinião está de acordo, pois o mais importante aqui é mostrar o trabalho e sonoridade da banda, que tem uma gravação e produção  boa, que ficou a cargo de Marcello Pompeu e Heros Trench (Korzus) no Mr. Som Estúdio, que pertence aos mesmos. Enfim objetivo e direto ao ponto.

A banda tem previsão de lançar um album Full-Length até o fim de 2013, o mesmo é aguardado, pois a banda tem boas idéias nas músicas que constrõe e a probabilidade do CD cheio ser excelente é muito grande.

Resenha Por Filipe Lima - Over Metal Zine!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

JACKDEVIL: RESENHA DO EP FASTER THAN EVIL - 2013


Este é o segundo EP lançado pelo JackDevil, feito de forma independente assim como o primeiro que apresenta melhorias na gravação e algumas mudanças sonoras em relação ao primeiro EP Under The Satan Command.

EP Faster Than Evil - 2013

1 - Faster Than Evil
2 - Flashlights
3 - Bastards In The Guillotine
4 - Scream For Me
5 - Night Of The Killer

Produção:
Jack Devil, Cid Campelo e Felipe Hylly
Gravado e Mixado em Janeiro de 2013


Formação:
André Nadler - Screams and Guitars
Ric Andrade - Lead Guitars
Renato Speedwolf - Bass Guitars
Filipe Stress - Drums


Neste EP a banda está menos porrada que o anterior, há mais de Heavy Metal Tradicional no som da banda, mas ainda há riffs matadores que nos remetem ao bom e velho Thrash old School como nas faixas Faster than Evil e Flashlights (a mais Thrash Metal da velha escola desse EP), mas tais riffs não são absolutos, sempre há alternâncias que fazem a banda passear pelo Heavy Metal e toda essa caminhada de volta ao passado são coordenados pelo chefe da cozinha, meu xará,  Filipe Stress que comanda a bateria.
Bastards In The Guillotine começa com uma longa, mas bela intro de baixo, executado por Renato Speedwolf, que nesse EP ficou mais encaixado e na dose certa, se compararmos com o álbum anterior, seguido mais adiante de um teclado até que as guitarras entram com riffs matadores do bom e velho Heavy Metal, além de solos bem executados por Ric Andrade e os vocais marcantes de André Nadler.
Scream For Me beira ao Punk Old School e lembra também os primórdios do Thrash Metal nos anos 80 e em Nigth of The Killer é Heavy Metal puro sem meios termos, levada da batera, vocais e riffs, uma faixa bem construída nos permitindo voltar no tempo e começar todo o sonho novamente como se estivéssemos nos primórdios do Heavy Metal oitentista.

Este segundo EP também vem numa versão paper sleeve  mas com encarte e letras permitindo acompanhar a banda faixa por faixa.  A qualidade da gravação é melhor que o primeiro pelo fato dos instrumentos estarem mais equilibrados, ou seja, não há excessos ou um instrumento sobressaindo ao outro. Este EP soa mais leve que o anterior, mas com mais qualidade. 
Parabéns a banda pelos trabalhos lançados, fica a expectativa do lançamento de um Álbum Cheio com um grande produção.
Aos fãs saudosos do velho Iron Maiden “na fase dos álbuns da primeira metade dos anos 80”, Metalica “Kill Em All” e Slayer “Show no Mercy” sugiro conhecer essa banda brasileira pois apreciarão os trabalhos do do Jack Devil.


Resenha por Filipe Lima - Over Metal Zine

JACKDEVIL: RESENHA DO EP UNDER THE SATAN COMMAND - 2012

Tive a oportunidade de receber simultaneamente os dois EP's da banda Jack Devil.  Foi colocar e gostar do som da banda de cara.  Heavy/Thrash Metal com levada e características Old School.
Atualmente os recursos melhoraram muito e registros singulares demonstram acabamento aceitável de gravação e mixagem, diferente de anos atrás onde, além de gravações com qualidade inferiores devido o pouco acesso de conhecimento e recursos, haviam também, em alguns casos, músicos inexperientes que geravam um resultado final de baixa qualidade.  Não é o que acontece aqui!  A banda apresenta dois bons registros.

Bom, essa primeira resenha é do primeiro EP lançado por esse quarteto fodástico de São Luis do Maranhão.

EP Under The Satan Command - 2012


1 - Thrash or Die
2 - Violent Invasion
3 - Under The Metal Command
4 - Road to Hell
5 - The Chaos Never Stops

Produção:
Jack Devil e Cid Campelo.
Gravado e Mixado em Janeiro de 2012.

Formação:
André Nadler - Screams and Guitars
Ric Andrade - Lead Guitars
Renato Speedwolf - Bass Guitars
Filipe Stress - Drums

Under The Satan Command demonstra que a banda tem qualidade no que faz, "Thrash or Die" abre o EP com um começo bem trabalhado, as duas guitarras fazem um parceria e a batera tem levadas e alternâncias marcantes e os vocais bem encaixados de André Nadler, com aquela pequena dose de reverb, nos transportando ao velho Thrash & Heavy Metal Old School, o baixo com um timbre mais estalado e encorpado é audível do início ao fim.  Itens como esse dão a essa faixa a devida honra de ser a faixa de abertura, apenas o solo da guitarra que ficou baixo, mas não impede de entender a idéia trabalhada pela banda.
"Violent Invasion" outra faixa bem trabalhada, som encorpado do baixo e bons riffs das guitarras.
"Under The Metal Command" tem um início matador, uma faixa pra muito "mosh pit" e balançar o crânio.  Apesar de tudo isso há alternâncias, riffs marcantes e solos bem encaixados, mas a intensidade é a marca registrada dessa faixa.
"Road to Hell" é mais uma porrada na cara, riffs nervosos e intensos falando junto com os vocais, tudo bem encaixado garantidos pela intensidade do pessoal da cozinha - batera e baixo funcionando como um coração garantindo o ritmo até o fim, pois quando parece que vai acabar vem mais trampo e Thrash sem frescura na cabeça. "The Chaos Never Stops" encerra muito bem esse EP, só que essa faixa tem levadas mais Heavy Metal Tradicional, uma boa construção, alternâncias e cleans nas guitarras, mas a faixa não deixa de fora riffs pesados que são características da banda.
O EP vem numa simples versão paper sleeve e sem encarte, quem olhar a capa sem ouvir o som da banda talvez imagine, num primeiro momento, que se trata de uma banda de Black Metal, haha devido ao bode com pentagrama na testa a lá Venom, hahaha!
A gravação como um todo é aceitável, não prejudica a performance e trabalho da banda e é possível entender o que cada um está fazendo. Os músicos demonstram qualidade, pois executam bem seus instrumentos e trabalho após trabalho será evidente a evolução da banda.
Aconselhável para fãs de Metalica “Kill Em All”, Slayer “Show no Mercy”, Megadeth "Rust in Peace" entre outros similares.

Resenha por Filipe Lima - Over Metal Zine



quinta-feira, 23 de maio de 2013

MX: ALEXANDRE DUMBO FALA DO RETORNO, ATUAL MOMENTO E PLANOS FUTUROS DA BANDA


O Over Metal Zine iniciou suas atividades a pouco tempo, no final de dezembro de 2012, com a simples pretensão de ser mais uma opção, entre tantos blogs voltados para o Metal no Brasil, proporcionando uma base para as bandas serem entrevistadas e assim mostrarem sua realidade, material e trabalho.


Com 5 meses fomos um pouco além das pretensões iniciais que era entrevistar as bandas do Sul do Estado do Rio de Janeiro e dar apoio as mesmas.
Raphael Arizio
Hoje temos bandas entrevistas que são de Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e EUA, além de diversas bandas do Estado do Rio de Janeiro.
Com essa ampliação surgiu a necessidade de ter colaboradores para darmos conta desse extenso cenário underground brasileiro, então fiz um convite a Rafael Arizio, que prontamente aceitou, e aos poucos fomos trocando informações e discutindo idéias, até que começaram a surgir os primeiros resultados, entre elas a entrevista com o Korzus e agora essa entrevista totalmente feita por Raphael Arizio com a banda MX!


MX é uma Banda de Thrash Metal brasileira formada em 1985. 5 álbuns gravados (1 coletânea + 4 álbuns solo). Retornou a atividade em maio de 2012.

Formação:
Alexandre Cunha (vocal e bateria),
Morto (guitarra/baixo e vocal),
Dumbo (baixo/guitarra) e
Décio Jr. (guitarra)


Confira a entrevista onde Alexandre Dumbo (Guitarrista) fala objetivamente sobre o retorno e atividades da banda!


RAFAEL ARIZIO (R.A.) - O que motivou a volta da banda?
ALEXANDRE DUMBO (A.D.): A vontade de voltar já existia há algum tempo, mas acho que quando houve um contato mais constante nosso (Dumbo, Morto e Alexandre Cunha) com o Décio, até então ex guitarrista da formação original, foi quando se deu a faísca. Daí pra frente, visto que todos demonstraram a vontade de retomar as atividades com esta formação clássica, só vem aumentando nossa empolgação.



R.A. - Quais são as expectativas com a volta do MX?
A.D.: Após termos feito alguns shows, as expectativas são as melhores possíveis, sabíamos que o MX ainda tinha força, mas as coisas estão acontecendo mais rápido do que prevíamos.

R.A. - Vocês recentemente abriram o show do Arch Enemy e Destruction. Quais foram os saldos desses shows?
A.D.: Quando recebemos o convite para o show do Arch Enemy ficamos surpresos, pois é uma banda relativamente nova, com um público muito jovem e o MX estava desativado há muito tempo, mas a Mulekada quebrou tudo, foi sensacional ver aquela galera que em sua maioria nem havia nascido quando gravamos nossos primeiros discos. No Destruction já esperávamos um público mais nossa cara e foi o que aconteceu, só aumentou um pouco a média da faixa etária, pois a quebradeira e a empolgação foi a mesma.


R.A. - A banda gravou o show de retorno para um futuro DVD, quais os detalhes que podem nos passar sobre esse DVD?
A.D.: Na verdade nós estamos gravando tudo desde a nossa volta, seja com equipamento profissional ou em um simples celular, a intenção é lançar um DVD Documentário, mas acho isso ainda leva um pouco de tempo pra ter todo material que a gente deseja.

R.A. - Uma das características da banda é o vocal executado pelo baterista Alexandre Cunha, isso não é muito comum, como e porque resolveram que o baterista iria ser uns dos vocais da banda?
A.D.: Sim, nenhum um pouco comum, mas isso não foi uma coisa combinada ou acertada previamente, foi acontecendo naturalmente. Ele sempre foi o cara que, mesmo sem ter as letras prontas já começava a encaixar as linhas vocais automaticamente nas bases e como sempre escreveram muitas das letras, acabava assumindo os vocais, e é assim até hoje.


R.A. - O MX nasceu numa época de ouro do metal nacional, quais são as melhores lembranças que guardam dessa época de ouro?
A.D.: O mais legal daquela época é que a informação, tanto de bandas gringas, lançamento de discos etc., demorava muito pra chegar ao Brasil, e também era muito difícil de encontrar técnicos de som ou aparelhagens compatíveis com o tipo de som que fazíamos. Isso, na minha opinião, proporcionava um certo misticismo em torno do Metal, o que era muito legal, pois qualquer informação, por mais ridícula que poderia ser, era a descoberta da América para nós.

R.A. - Recentemente a banda entrou no estúdio para regravar antigas músicas escolhidas pelos fãs. De onde surgiu a ideia de regravar as músicas antigas e a banda tem alguma previsão de lançamento?
A.D.: A banda ficou muito tempo parado, existe aí uma nova geração de bangers que ou nunca ouviu falar do MX, ou conhece só de nome. E vamos ser honestos que as gravações dos primeiros discos não são algo assim fantástico. Pra época aqui no Brasil foi, pois como disse anteriormente tínhamos que tirar água de pedra, então nada mais justo do que dar uma gravação um pouco mais decente pra aquelas músicas que fizeram com que o nome do MX fosse lembrado até hoje.
Simoniacal - 1988

R.A. - Quando que os fãs podem esperar um disco de inéditas do MX?
A.D.: A idéia e entrar em estúdio no final de 2013 / inicio de 2014 para a gravação de inéditas.

R.A. - Recentemente aqui na região as bandas mais significativas se uniram para organizar seus próprios shows numa turnê chamada "4 Metal Bastards Union", devido à precariedade e falta de bom senso e oportunismo dos promotores da região. O que vocês acham dessa iniciativa?
A.D.: Acho fantástico, acho que a tendência é essa, bandas unidas pra fortalecer o movimento.

R.A. - Quais os pontos em que a banda acha que melhorou em relação à cena dos anos 80 e em quais pontos ela poderia melhorar?
A.D.: Acho que a maturidade ajuda um pouco nas horas de tomar decisões, esse acredito ser um ponto positivo, agora se eu começar a apontar coisas que temos que melhorar, vamos ficar aqui o dia inteiro!!!rs

R.A. - Considerações finais e recado para os nossos leitores:
A.D.: Agradecemos ao apoio do Over Metal Zine e de todos os leitores, nos encontramos na estrada!!
O MX está de volta!



Obrigado pela entrevista e até a próxima!
Raphael Arizio - Over Metal Zine

ULTIMATUM: SCOTT FALA DA CENA UNDEGROUND NOS EUA, SUA ENORME COLEÇÃO DE CD´S E LP´S E PRÓXIMOS LANÇAMENTOS DA BANDA.



Neste início de ano tive a oportunidade de me aproximar e fazer contato com Scott Waters o vocalista da banda Ultimatum (Thrash/Heavy - Novo México/EUA) e depois de algumas conversa Scott concedeu uma entrevista exclusiva para o Over Metal Zine, falando sobre os 20 anos do Ultimatum, experiências, sua coleção de milhares de LP's e CD's, novos trabalhos, próximos lançamentos da banda e a cena underground dos EUA.
Uma entrevista que nos permite ver que não só no Brasil existe desafios para se manter vivo no underground. 
Nos EUA manter uma banda não é tão fácil como alguns imaginam,  há seus desafios também.
Então veja na íntegra mais uma entrevista realizada pelo Over Metal que agora rompe fronteiras e estréia sua primeira entrevista com uma banda de fora do Brasil.
Boa Leitura.


FILIPE LIMA (F.L.) - SCOTT WATERS OBRIGADO POR ATENDER O OVER METAL ZINE.
FAÇA UM BREVE RESUMO HISTÓRICO DOS 20 ANOS DO ULTIMATUM.
SCOTT WATTERS (S.W.): Ultimatum foi formado em 1992 pelos guitarristas Robert Gutierrez e Steve Trujillo das cinzas de sua ex-banda Holy Sacrifice. Eu entrei na banda logo depois e, juntos, fizemos nosso primeiro show como um quinteto em Maio de 1993.
Naquele mesmo ano, gravamos nossa primeira demo "Fatal Delay". Em seguida, gravamos mais duas demos em 1994 e 1995, antes de assinar o nosso primeiro contrato com o pequeno selo independente de mídia Juke Box.
Dentro de 20 anos, o Ultimatum gravou cinco álbuns, várias demos, um EP e, recentemente, lançou um Box set e CD de compilação intitulada "Heart of Metal".
O núcleo da banda se manteve estável desde a gravação de Into the Pit em 2006, comigo sempre nos vocais, Robert Gutierrez na guitarra, Rob Whitlock no baixo e ex-baterista do Moshketeers Alan Tuma na bateria. Nós também tivemos vários "segundo" guitarrista na banda, mas gravamos as novas músicas para "Heart of Metal" como um quarteto.

F.L. - QUAIS SÃO AS INFLUÊNCIAS DO ULTIMATUM OU PELO MENOS O QUE INFLUENCIOU A BANDA NO INÍCIO?
S.W.: Ultimatum sempre foi uma banda de Heavy Metal. Temos muitas influências.
Robert escreve a grande maioria das músicas para Ultimatum. Ele é um fã das tradicionais bandas de Heavy Metal como Judas Priest, Iron Maiden, Sacred Warrior, Ozzy Osbourne, Dokken, etc.
Nosso CD Lex Metalis dá uma boa idéia das bandas que nos inspiraram. Esse álbum contém músicas de Metal Church, Megadeth, Motorhead, Metallica, Twisted Sister, Vengeance Rising, Mortification, The Moshketeers, Overkill, etc.
Eu sempre fui o Thrasher do grupo. Enquanto meus gostos variam do Hard Rock Setentista ao Death Metal, Thrash Metal tem sido uma das minhas maiores preferências. Bandas como Vengeance Rising, Deliverance, The Moshketeers e The Crucified foram definitivamente influência pra mim desde o início. Liricamente, eu sempre tive um grande respeito por Sardonyx e o Mortification e sua abordagem ousada para compartilhar sua fé. Steve Rowe é um dos heróis da fé, em minha opinião.


F.L. - HÁ UMA BOA RELAÇÃO ENTRE VOCÊ E OS BRASILEIROS QUE ESPERAM UM DIA PODER VER O ULTIMATUM TOCANDO POR AQUI - O QUE ACHA DISSO?
S.W.: Sim, parece que temos muitos fãs dedicados e leais no Brasil. Somos gratos aos Ultimaniacs brasileiros! Nós gostaríamos muito de tocar um dia no Brasil.

F.L. - QUAIS SÃO AS BANDAS BRASILEIRAS DE METAL QUE VOCÊ CONHECE?
S.W.: Sepultura é um dos meus favoritos. Eu gosto muito da banda de Thrash Disaffection. Algumas outras bandas que vêm à mente são Angra, Destra, Stauros, Antidemon, Soul Factor, Amos, Arnion, entre outros.

F.L. - QUAIS SÃO OS MAIORES ÁLBUNS DA HISTÓRIA DO METAL MUNDIAL EM SUA OPINIÃO?
S.W.: Wow! Essa é uma pergunta difícil de responder. Como você provavelmente sabe, eu tenho milhares e milhares de registros de metais pesados.
No entanto vou listar alguns dos maiores:

Judas Priest – Stained Class,
Iron Maiden - Killers,
Debut álbum do Black Sabbath,
Metallica - Kill 'em All
Twisted Sister - Under the Blade,
Overkill - Taking Over,
Anthrax - Spreading the Disease,
Motorhead - Overkill,
Saxon - Strong Arm of the Law,
Queensryche - The Warning,
Stryper - Soldiers Under Command,
Vengeance Rising - Human Sacrifice,
Deliverance.


Esta poderia ser uma lista muito longa, por isso vou deixar por isso mesmo. Isso não inclui mesmo alguns dos meus favoritos de todos os tempo, tais como Aerosmith, Ted Nugent, Thin Lizzy, Kiss, etc.

F.L. - SOBRE O SITE “NO LIFE TIL METAL"E SUA ENORME COLEÇÃO DE CD’S E LP’S QUE É UMA GRANDE COLEÇÃO, IMPRESSIONANTE, FALE UM POUCO SOBRE COMO COMEÇOU E QUANTOS MATERIAIS VOCÊ TEM ATUALMENTE?
S.W.: Obrigado. Tenho recolhido e colecionado registros desde que eu era uma criança na escola. Isso sempre foi algo que eu gostei, folheando pilhas de discos e CDs.
Eu vendi a minha coleção em 1990, pois foi extremamente necessário fazê-lo na época. Eu usei o dinheiro dos milhares de registros para financiar parte da compra de minha primeira casa. Claro que não demorou muito para eu começar a recolher novamente.
Eu sinceramente não sei quantos CD’s eu tenho exatamente, mas acho que em torno de 10 mil ou mais, sem contar outras várias centenas de registros. Ainda acho terapêutico folhear e mexer pilhas de vinil, então eu frequento convenções e visito lojas de discos regularmente onde posso fazer isso e aumentar minha coleção. A maioria das minhas compras de CD, no entanto, tem sido realizadas pela internet.
Quanto ao meu site, para usá-lo eu o hospedava em servidores de web gratuitos, mas era frequentemente expulso pelo uso excessivo …
… Muitos visitantes eu suponho. A última vez que verifiquei estava em torno de 300 mil visitantes por dia.

F.L. – FALE DE ALGUMAS RARIDADES QUE VOCÊ TEM EM SUA COLEÇÃO?
SW: Eu conheci o Hard Rock e Heavy Metal em uma idade muito jovem, na década de 1970. Quando eu estava na escola eu já estava ouvindo bandas como Ted Nugent, Kiss, Black Sabbath, UFO, Angel, Aerosmith, Thin Lizzy, etc Não muito tempo depois eu descobri bandas como Judas Priest e Motorhead. Assim, a minha coleção é repleta de discos e CDs daquelas bandas. Eu ainda sou um grande fã de todas essas bandas.
Em meados da década de 1980 eu conhecio Heavy Metal Cristão. Stryper foi a minha introdução e logo depois eu descobri bandas como Saint e Bloodgood. Em seguida foi Deliverance e Vengeance Rising. Eu ainda tenho as minhas versões de vinil de muitas dessas bandas.
Os registros do Vengeance Rising são bastante raros. Eu mesmo tenho o disco "Once Dead" autografado pela banda.
Eu fui abençoado para abrir um Show do em 2001. É uma das minhas bandas favoritas, então eu aproveitei para eles autografarem um monte de minhas capas de CD.  Minha cópia autografada de "To Hell With the Devil" em CD é um dos meus favoritos na minha coleção. É a capa censurada 'anjo', que foi uma edição limitada prensada por Micheal Sweet


F.L. - QUAIS SÃO OS MAIORES DESAFIOS NOS EUA PARA MANTER UMA BANDA ATIVA?
S.W.: Viver no Novo México e viajar é um grande problema. Para fazer shows em estados próximos, a viagem dura mais de oito a dez horas. Outro desafio é manter os membros. Ultimatum sempre foi uma banda "Underground", por isso não há dinheiro para se viver pessoalmente da banda. É difícil ter um trabalho de tempo integral e viajar nos fins de semana para fazer shows, ou estar até duas horas da manhã fazendo shows em clubes.
A gravação foi um desafio para nós por muitos anos. Estávamos sempre em gravadoras pequenas, portanto, nunca teve um grande orçamento para gravar. Encontrar alguém que sabe como gravar e misturar Heavy e Thrash foi difícil.
Felizmente por volta de 2005 isso ficou com Ysidro Garcia, que gravou Into the Pit, Lex Metalis, Til the End e Heart of  Metal. Ele é um produtor  e engenheiro fantástico.

F.L. - HÁ UMA EVOLUÇÃO NO SOM DA BANDA AO LONGO DESSES ANOS, NO QUAL HOJE A BANDA SOA MAIS PESADO.
EX.: BLINK E FATAL DELAY (1995), CHARGED-POWER (1998), TEMPLE OF THE SPIRIT, PERILOUS TIME E VIOLENCE AND BLOODSHED (2001) HEART OF METAL, INFRINGING, GAME OVER, BLIND FAITH (2007).
AO LONGO DOS ANOS PASSARAM DE UM HEAVY METAL PARA O THRASH METAL, MAS SEMPRE NA LINHA OLD SCHOOL. O QUE VEM PELA FRENTE EM UM NOVO TRABALHO A SER LANÇADO PELA BANDA? O QUE OS FÃS DA BANDA PODEM ESPERAR?
S.W.: As novas músicas do Heart of Metal deve dar aos fãs uma idéia de nossa direção musical. Temos misturado muito do Heavy Metal Tradicional e Thrash e nós provavelmente iremos continuar a seguir esse caminho.

F.L. - PARA COMPOR UMA NOVA MÚSICA OU MESMO TRABALHAR NA COMPOSIÇÃO DE UM NOVO ALBUM COMO ACONTECE ISSO NA BANDA?
S.W.: Robert vem com muitos dos riffs das músicas, embora desde que Rob Whitlock entrou na banda em 2002, ele trouxe também muitos riffs e idéias. Eu escrevo a maioria das letras, embora Robert contribuísse com a letra de algumas músicas. Nós compomos as músicas juntos, trabalhamos juntos até chegar a algo que todos nós gostamos. Muitas músicas se definem rapidamente, embora algumas tomasse várias sessões de ensaios antes de serem concluídas.

F.L. - O QUE INSPIRA O ULTIMATUM NA HORA DE ESCREVER UMA LETRA?
S.W.: A Bíblia e minha vida cotidiana são minhas maiores inspirações para letras. Coisas que eu li na notícia ou situações que tive de lidar, estas são as coisas que inspiram canções em mim. Alguns autores, como Max Lucado também inspirou uma música ou duas. "Crosshope" foi inspirado de um livro de Max.

F.L. - APÓS 20 ANOS DE ESTRADA, FALE DAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS ATRAVÉS DO ULTIMATUM?
S.W.: Seria quase impossível listar todas as experiências que tivemos com o Ultimatum ao longo das décadas. Estou grato que Deus permitiu que a banda tivesse permanecido por duas décadas. Fizemos shows por todo o país, a gravação de músicas, fizemos muitos amigos e até mesmo vimos algumas vidas mudarem.

F.L. - EU ME LEMBRO DE UM MOMENTO QUE ABRIU PORTAS PARA O ULTIMATUM! A BANDA  TEVE A OPORTUNIDADE DE ABRIR, NOS ANOS 90, SHOWS DA TOUR AMERICANA DO MORTIFICATION (BLOOD WORLD TOUR) QUE VIVA NAQUELE MOMENTO O SEU ALGE NO METAL MUNDIAL - RESGATE UM POUCO DESSA  HISTÓRIA E FALE DAQUELA EXPERIÊNCIA?

S.W.: Já dividimos o palco com grandes bandas. Abertura do Mortification em 1995 foi muito emocionante para nós. Fomos de forma humilde e simples abrir para uma banda que todos eram fãs. Lembro-me de tocar esse show de abertura para Morty. Depois que saí do palco Steve Rowe se aproximou de nós e nos disse o quanto ele gostava de nosso conjunto. 
Ele comprou um monte de fitas nossa demo e os levou em turnê com ele. Também abrimos para o Precious Death, o Moshketeers, Freaks Jesus, Crashdog, Deliverance, Saint, Recon, entre muitos outros.
Mas voltando na década de 1990...
... Robert iria promover shows, que é o que terminou permitindo o Ultimatum abrir o Show para o Mortification pela primeira vez. Essa foi também a forma como entramos no projeto de lei com a Precious Death e Crashdog. Depois fomos convidados para tocar no Stryper Expo, na Califórnia, onde conhecemos e nos tornamos amigos de Bill Bafford, que também se tornou um promotor. Ele regularmente nos leva para a Califórnia para fazer shows. Não participamos muito de festivais.


F.L. - ESSA PARCERIA GEROU UM CONTRATO PARA LANÇAMENTOS DE ALGUNS ÁLBUNS PELA ROWE PRODUCTIONS E PARECE QUE APÓS 2 LANÇAMENTOS SE ROMPEU, FALE SOBRE ISSO!
S.W.: Depois da abertura dos shows para o Mortification em 1995, Steve Rowe nos contatou sobre estar em um CD de compilação. Nós gravamos uma versão rudimentar de "World of Sin", ficamos insatisfeitos com a mixagem final, mas tínhamos um prazo e então enviamos a música para Steve Rowe. No entanto, logo depois gravamos uma versão demo da música "Never", que também enviamos para Steve. Uma vez que ele recebeu a demo, assinou com a gente um contrato para vários álbuns.

F.L. - COMO VOCÊ SE TORNOU UM CRISTÃO?
S.W.: Fui criado na igreja, mas eu realmente não era um verdadeiro cristão até que ingressei na faculdade, em meados da década de 1980. Foi através da amizade de Chris Brooks e da banda de Metal Cristão Holy Saint.
Os caras realmente me inspiraram e eu vi o Espírito de Deus se movendo em suas vidas. Eu queria muito um relacionamento com Jesus e a partir de então isso aconteceu até os dias de hoje.

F.L. - NO BRASIL O TERMO METAL CRISTÃO ACABOU CRIANDO UM SEPARATISMO, MESMO QUE SEM INTENÇÃO E NÃO POR CONTA UNICAMENTE DOS FÃS DE METAL QUE SÃO CRISTÃOS, MAS TAMBÉM POR REJEIÇÃO E RESISTÊNCIA DO PÚBLICO NÃO CRISTÃO E AQUI NOS EVENTOS DE BANDAS CRISTÃS HÁ UM BAIXO NÚMERO DE PÚBLICO, COMO ESTÁ ISSO NOS EUA E QUAL A SUA OPINIÃO A RESPEITO?
S.W.: Aqui os festivais dão geralmente um bom público. O Ultimatum parou de participar de festivais e eventos cristãos em meados da década de 1990 e começou a tocar nos bares e clubes com as bandas seculares. Então, nós não temos muita oposição.
Como acontece com qualquer banda, alguns shows foram repletos de pessoas, enquanto outros foram pouco freqüentados. Nós nunca nos preocupamos com quantas pessoas estavam no clube. Faríamos o melhor show e daríamos o melhor de nós, mesmo se houvesse uma ou mil pessoas.
Jesus disse que aqueles que o seguem seriam odiados por isso. Qualquer banda que proclama Jesus como seu Salvador não deve ficar surpresa que o mundo não os apóie. No entanto, os clubes vazios não é algo exclusivo de bandas cristãs. Eu já vi muitas bandas grandes, algumas delas do cast de grandes gravadoras como Nuclear Blast, que tocaram em clubes vazios. Eu vi o Fireball Ministry em um clube de Albuquerque. Havia menos de dez pessoas no clube. 
No entanto, a banda fez uma grande apresentação, como se o lugar estava lotado! Isso é que é importante! O Ultimatum sempre fez isso. Não importa se há apenas uma pessoa nos observando realizar, nós Realizamos o melhor show que pudermos. Se as bandas fazem isso, eventualmente, as pessoas virão.

F.L. - ALGUMAS BANDAS CRISTÃS, PRINCIPALMENTE DO THRASH METAL EM MEADOS DOS ANOS 90 ENCERRARAM SUAS ATIVIDADES OU MUDARAM QUASE QUE RADICALMENTE SUA PROPOSTA MUSICAL, ALGUNS MAIS TARDE VOLTARAM. OUTROS AO MUDAREM SUA PROPOSTA ENTRARAM EM DECLÍNIO E ACABARAM PERDENDO FÃS. DURANTE AQUELE PERÍODO NASCEU O ULTIMATUM FAZENDO UMA PROPOSTA DE THRASH/HEAVY METAL TRADICIONAL. ENFIM, EM SUA OPINIÃO O QUE LEVOU ESTAS BANDAS AO FIM? QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE ISSO?
S.W.: Bem, Ultimatum começou como uma banda de Heavy Metal em 1992 e ainda somos uma banda de Heavy Metal em 2013. Nós nunca mudamos. No entanto, entendo por que isso acontece. As pessoas mudam. Bandas mudam. Filosofias mudam e as pessoas perdem o seu caminho. Eu não posso julgá-los. Eu certamente não posso falar por outras bandas além do Ultimatum. Tudo o que posso dizer é que eu sou um cristão e eu sempre tentei permitir que a minha fé fosse compartilhada através do Ultimatum.
Heavy Metal é um tipo de música underground e o Metal Cristão tem um mercado e espaço ainda menor. É difícil manter uma banda juntos quando há pouco ou nenhum apoio. Você realmente tem que ter um amor e desejo de tocar este tipo de música ou você não vai sobreviver.

F.L. - ALGUMAS PESSOAS NO BRASIL QUE CURTEM METAL E SÃO CRISTÃO REPROVAM BANDAS FORMADA POR MÚSICOS CRISTÃOS QUE FAZEM COVER DE IRON MAIDEN, SEPULTURA, OBITUARY, ETC. QUAL SUA OPINIÃO SOBRE ISSO?
S.W.: Eu gosto tanto de metal cristão e secular, mas cada pessoa escolhe para si o que é melhor. Qualquer coisa, inclusive metal cristão, pode ser obstáculo no caminho de seu relacionamento com Jesus Cristo. Eu acho que é uma escolha pessoal da pessoas em qual música ouvir. Se o Espírito Santo está convencendo alguém de ouvir qualquer banda ou música, em seguida, parar de ouvir isso, a obediência a Deus é o que é importante, e não qual a música que ouvimos.

F.L. - QUAIS SÃO OS PLANOS DO ULTIMATUM PARA O ANO DE 2013 E O FUTURO DA BANDA?
S.W.: Roxx Records irá lançar um CD ao vivo em breve. O CD Heart of Metal estará entrando em sua segunda prensagem, com isso Roxx Records lançará uma versão limitada do Heart of Metal com um CD ao vivo na próxima prenssagem.

F.L. - CONSIDERAÇÕES FINAIS E SAUDAÇÕES AOS FÃS BRASILEIROS
S.W.: Nós amamos os Ultimaniacs brasileiros. Obrigado por você apoiar e nós esperamos vê-lo pessoalmente no futuro.

Obrigado Scott pela disponibilidade em nos atender e clareza nas respostas, um grande abraço a você e sua família, com certeza espero ter a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e se possível em um show do Ultimatum.


Tradução: Filipe Lima