Apesar de toda correria do dia a dia e mudanças na vida pessoal, tenho conseguido reservar um tempo pra manter a pegada e trabalho da Over Metal que está prazeroso, rendendo parcerias e novas idéias, boas entrevistas e por mais simples que seja contribuindo para o cenário underground.
Após entrevistar a maioria das bandas de Metal da região sul fluminense não poderia deixar de entrevistar Metalthorn, banda com praticamente 8 anos na estrada e com alguns registros feitos que demonstram a proposta que a banda tem.
Nesta entrevista conversei com Schneider Souza (Guitar/Vocal) que apresentou a estrutura da banda e respondeu algumas perguntas já tradicionais em nossas entrevistas e outras relacionadas ao trabalho da Metalthorn.
Boa leitura.
BREVE HISTÓRICO DA BANDA:
METALTHORN foi formada na cidade de Volta Redonda/RJ no ano
de 2005 por Guilherme Badaró, Rodrigo Franco (ex-membro), Eduardo Nóbrega e
Schneider Souza. Posteriormente Hugo Paisante juntou-se à banda. A intenção era
formar uma banda de Thrash Metal com trabalho próprio.
Uma vez que a banda estava formada, era necessário
um nome.
Criar um bom nome de banda não é tao simples mas
pensamos que usar a palavra "Metal" deveria ficar legal. O
"Thorn" aparece como algo que pode ser agressivo, pode machucar você,
dizendo que a realidade não é tão fácil. O nome pode ter outra conotação como
por exemplo, por anos alguns acessórios com "Thorns" (espinhos), tem
sido usados por músicos da cena Heavy Metal e fica como uma representação do
estilo. Durante este período de tempo a banda fez alguns shows tocando covers
para adquirir experiência de palco, atualmente novas músicas tem sido criadas e
gravadas. O objetivo atual da banda é
trabalhar duro com seriedade, criar coisas boas e fazer muitos shows.
OVER METAL (OM) - A praticamente 8 anos de existência qual o aprendizado
adquirido nesse período?
Qual a avaliação da banda em relação aos quase 8 anos da Metalthorn?
Schneider: O positivo foi a
conquista da amizade que temos entre nós, pois, apesar de problemas
enfrentados, continuamos a tocar depois de tanto tempo. Passamos esses quase 8
anos de banda desenvolvendo um pensamento, passamos de uma banda que tocava
apenas cover para uma banda de trabalho autoral. Isso quer dizer que as
pretensões da banda mudaram e 3 anos temos desenvolvido um foco no trabalho
autoral que tem tido atrasos devido à moeda da modernidade, o tempo.
Schneider: Fazer um som que seja pesado com a vibração do Thrash Metal, com letras que explorem lados da realidade social ou individual que às vezes não são notados pelas pessoas.
OM - O que mais influencia o som da Banda?
Schneider: De modo geral é o Thrash da década de 1980, porém se formos olhar no caso individual o quadro se amplia. Apesar do foco ser o de tentar manter o foco nessa referencia principal, cada integrante da banda possui diversas influencias que acabam, indiretamente, influenciando o som da banda.
OM - O que o público encontrará nas letras da banda?
Schneider: Exploração de temas relacionados a manipulação de massas, descaso político, conflitos humanos-sociais, dentre outras. Digamos que a intenção é levar questionamentos a pessoas que não evidenciaram certos fatos da vida humana, como também se aproximar de pessoas que já refletem sobre isso.OM - Há nos planos da banda um lançamento de um material DEMO/EP ou CD além das músicas disponíveis pela internet? Caso sim nos fale de datas aproximadas que isso deve acontecer?
Schneider:
O
que pretendemos fazer é gravar um álbum com 8 ou 9 músicas durante esse ano. A
forma de distribuição ainda não foi definida, mas a expectativa é de que no
segundo semestre de 2013 já tenhamos concluído o processo de gravação.
OM - Em tempos que alguns estilos estão saturados como Metalcore e Metal
sinfônico, como é o desafio de ter uma banda que executa um Thrash Metal mais
Tradicional (Old School)? Enxergam
dificuldades nisso, para encontrar talvez um espaço maior devido a modismos que viram febre no cenário do Metal?
Schneider:
Na
verdade não.... os modismos como você mesmo disse é passageiro. Mas, um motivo
real é que apesar de termos, em nosso som, uma pegada que remete ao Thrash mais
tradicional, buscamos sempre trazer alguns elementos diferenciados. Há uma
busca por uma certa inovação, pois se alguém quiser ouvir algo tradicional (no
sentido histórico e estético) ele vai ouvir os clássicos como Metallica,
Megadeth, Slayer, Testament, Exodus, etc., pois eles definiram o estilo com
grandes méritos. O que incomoda mesmo é que a maioria das banda de metal, em
geral, não fazem álbuns diversificados, está tudo muito parecido.
Então,
posso dizer que a dificuldade maior é conseguir fazer com que a pessoas, nesse
mundo corrido de hoje, escutem nossas músicas, principalmente em shows, com
respeito e consideração. Isso levando-se em consideração que a cultura do metal
brasileira, em relação a shows, ainda valoriza demais os covers em detrimento
do trabalho autoral de bandas que não tem um trabalho consolidado.
OM - Qual a opinião sobre a cena underground da região Sul fluminense e o
período de "Silêncio" ocorrido há alguns anos atrás se comparado a
sequência de eventos que temos hoje - Tenho conversado sobre isso com todas as
bandas que entrevisto aqui na região?
Schneider: O que posso dizer é
que esse silencio vem por todas as vias: bandas, produtores e público. As
bandas com suas dificuldades financeiras, de organização e de encontrar
integrantes, acabam não conseguindo se consolidar. Os produtores tem problemas
com os custos dos eventos a descrença dos patrocinadores, além também da falta
de apoio do público que não apóia. Sobre o público é interessante tomar, como exemplo, várias vezes, já foi
ouvido, pelos membros e amigos da banda, um discurso, de pessoas que se dizem
rockeiras, metaleiras, headbangers, etc,de que os shows com ingressos de
R$10,00 ou R$15,00 são caros, mas desfilam por ai com “abada de VR FOLIA”.
Então, devo dizer com certo otimismo,
que parece estar havendo uma certa, e pequena, conscientização por parte de
todos os agentes envolvidos no cenário underground atual.
OM - Qual a maior carência que vocês identificam que as bandas da região
tem pra poderem produzir um trabalho melhor ou alcançar maior espaço no cenário
nacional? Vocês acham que as bandas da região Sul fluminense tem potencial pra
isso?
Schneider: Sim, muitas têm potencial e o que falta mesmo, talvez seja iniciativa.
Falo isso porque é o que faltou na banda por muito tempo, e, apesar de os
motivos serem muitos, a iniciativa “empreendedora” e o profissionalismo é algo
que precisa ser mais bem trabalhado na nossa banda e em diversas bandas da região.
Mas, é lógico que isso tudo deve ser combinado com uma produção consistente de
uma arte que seja feita de modo sincero.
OM - Qual a opinião sobre o embate de Bandas autorais x bandas covers
que as vezes rola aqui na região?
Schneider: O
cover tem seu espaço, nada contra. O que incomoda, nessa questão, a valorização
excessiva, por parte do público, do cover. O fato é que, talvez, o atrito nem
existisse se as bandas autorais tivessem a atenção e consideração real por
parte do público.
OM - Opinião da banda sobre os seguintes fatos:
Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil
Grandes eventos que são construídos por
muitos, mas que são para usufruto de poucos.
Legalização da Maconha
Esse não é um debate feito pela banda... use quem quer.
Esse não é um debate feito pela banda... use quem quer.
Renúncia do Papa e escândalos de Pedofilia
Um
Para renuncia, depois outro vem para o lugar, ou seja, não mudara muita coisa
não.
Sobre pedofilia é importante dizer que
a hipocrisia sobre o tema não é só por parte de alguns religiosos, ela existe
em quase toda parte da sociedade, o que é decepcionante. O fato é que a
exploração dos sentimentos de jovens para a aquisição de favores sexuais é algo
sujo e que a banda é totalmente contra.
OM - Entregue algum fato ilário/inusitado que
tenha acontecido nos últimos anos com a banda ou com algum integrante rsrsrs?
Schneider: Sempre acontecem fatos
interessantes, me lembro agora de um recente.... Quando estávamos no último
show em Resende, o nosso guitarrista (Hugo) se empolgou e bebeu rápido demais e
ficou bem “mal”. Então durante o show da Monstractor ele agitou para entrar no
mosh e eu (Schneider) fui com ele. La no meio ele estava feliz e rindo igual
criança, e de repente aparece uma sombra gigantesca de um cara voando em cima
dele, foi exatamente como se um urso pulasse em cima de um esquilo. A cara de
surpreso do Hugo foi impagável.
OM - Hehehe bebida e mosh essa mistura sempre rende histórias clássicas kkkk.
O que está nos planos da banda pra futuro?
O que está nos planos da banda pra futuro?
Schneider: Agora a prioridade é a de gravar nossas músicas para ter um produto do
nosso trabalho mais consistente e de melhor qualidade ainda no segundo semestre
desse ano.... depois disso é focar em tocar e se divertir no palco.
OM - Considerações finais
Schneider: Agradeço em nome da banda pela entrevista são iniciativas assim que
proporcionam a cena um desenvolvimento e aproxima o público das bandas. Também
Gostaria de agradecer o público que sempre nos apóia, muito obrigado mesmo.
REVERBNATION - ACESSE!
METALTHORN NO FACEBOOK!
DOWNLOAD DO MATERIAL DA BANDA!
OBRIGADO SCHNEIDER E METALTHORN POR NOS ATENDER PRONTAMENTE E CONCEDER ESSA ENTREVISTA, AGRADEÇO A AMIZADE E PARCERIA. TENDO NOVIDADES E NOVOS TRABALHOS A DIVULGAR NOS PROCURE PRA COMPARTILHAR ESSE MATERIAL AQUI NA OVER METAL.
VLW E ATÉ A PROXIMA.
FILIPE LIMA
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OBRIGADO SCHNEIDER E METALTHORN POR NOS ATENDER PRONTAMENTE E CONCEDER ESSA ENTREVISTA, AGRADEÇO A AMIZADE E PARCERIA. TENDO NOVIDADES E NOVOS TRABALHOS A DIVULGAR NOS PROCURE PRA COMPARTILHAR ESSE MATERIAL AQUI NA OVER METAL.
VLW E ATÉ A PROXIMA.
FILIPE LIMA
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